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    Aumento nos juros inviabiliza casa própria para 3 milhões de famílias, aponta estudo

    Taxa Selic chegou em 10,75% ao ano, oitavo avanço consecutivo do índice, cujo ciclo começou em abril de 2021

    Cada ponto percentual da Selic inviabiliza a aquisição do bem para aproximadamente um milhão de famílias no país
    Cada ponto percentual da Selic inviabiliza a aquisição do bem para aproximadamente um milhão de famílias no país Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

    Lucas JanoneRayane Rochada CNN

    Rio de Janeiro

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    O aumento na taxa básica de juros, a Selic, afastou cerca de 3 milhões de famílias brasileiras da aquisição da casa própria. Um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), mostra que o reajuste no indicador, anunciado na última quarta-feira (2), encareceu ainda mais o financiamento imobiliário no país.

    Durante a última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), a Selic saltou de 9,25% para 10,75% ao ano. Trata-se do oitavo avanço consecutivo do índice, cujo ciclo começou em abril de 2021.

    O coordenador do curso de desenvolvimento de negócios imobiliários da FGV e responsável pelo estudo, Alberto Ajzental, explica que a cada reajuste de 2,5% na Selic, há o aumento de 1 ponto percentual no custo do financiamento total dos imóveis.

    Cada ponto percentual inviabiliza a aquisição do bem para aproximadamente um milhão de famílias no país. O estudo levou em consideração a aquisição de um imóvel intermediário —dois dormitórios, por R$ 250 mil— o mais vendido atualmente no Brasil.

    Dessa forma, visto que a taxa Selic teve uma alta de 7,5% em 2021, o aumento nos juros inviabilizou a casa própria para 3 milhões de famílias brasileiras nos últimos 12 meses, segundo o estudo.

    A taxa Selic saltou de 2% para 10,75% entre janeiro de 2021 e o mesmo mês de 2022, após quase cinco anos com o indicador abaixo dos dois dígitos

    “A aquisição de crédito imobiliário é o mais sensível entre as possibilidades financeiras e está diretamente interligada com a Selic, porque proporciona a melhor segurança aos bancos. O financiamento de um imóvel representa um grande valor agregado. No rotativo do cartão de crédito, por exemplo, a Selic pode cair pela metade, que nada muda”, explicou Alberto Ajzental.

    O economista detalhou a relação entre o financiamento imobiliário com a Selic. Segundo ele, a alta nos juros afeta consideravelmente as parcelas mensais a serem pagas.

    Ele calcula que quando a taxa estava em 2%, o valor da prestação de um imóvel de R$ 250 mil financiado em 20 anos era de R$ 2.191, totalizando R$ 363.033 ao fim do contrato. Já com a Selic em 10,75%, o valor total do bem passará R$ 427.047, ou seja, R$ 64.014 a mais.

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