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    “Em 2022 teremos uma inflação substancialmente menor”, diz ex-diretor do BC

    Ex-diretor do Banco Central José Júlio Senna falou à CNN sobre desaceleramento da inflação em novembro

    Anna Gabriela Costada CNN

    em São Paulo

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    Em entrevista à CNN, nesta sexta-feira (10), o ex-diretor do Banco Central José Júlio Senna comentou o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de novembro e comparou com a inflação em outros países. Para o ex-diretor do BC, a inflação pode diminuir “substancialmente” no próximo ano.

    O IPCA — índice que mede a inflação oficial do país –, foi de 0,95% em novembro ante 1,25% no mês anterior. Apesar de ter mostrado desaceleração, o valor é o  maior para o mês desde 2015, conforme divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (10).

    “Esse processo inflacionário que a gente está é raro, é um processo que veio com a pandemia, não tem como a gente modelar, não tem como se inspirar para fazer uma projeção de até onde essa inflação vai. Mas, eu imagino que em 2022 teremos uma inflação substancialmente menor que a de 2021, vai ser difícil cumprir a meta exatamente, mas vai ser menor, muito provavelmente”, afirmou Senna.

    Questionado sobre o aperto de política monetária, o ex-diretor do Banco Central afirmou que o processo vem sendo feito gradualmente.

    “O BC iniciou a retirada da chamada acomodação monetária, ou seja, começou a fazer um ajuste para cima em março. E eu diria que a taxa real de juros no Brasil já é bastante alta,  o juros de política monetária, aquele que é comandado pelo BC e  supostamente vigorá no período de um ano.  Quando você tira a projeção de inflação desse número, você encontra o juro real. Já e é mais de 5,3%, é muito juro”, comenta.

    À CNN, José Júlio Senna falou que outros países passam pelo mesmo problema de inflação que o Brasil, e destacou os impactos causados pela pandemia neste efeito.

    “A inflação que está aí é um fenômeno internacional e tem origem na pandemia. A pandemia prejudicou a produção do mais variados setores, dificultou a produção de bens para o mundo, e as famílias pararam de adquirir serviços, especialmente bens duráveis. É um fenômeno meio raro e por isso temos dificuldade de entender até onde ele vai”, disse.

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