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    Guedes pede ao Congresso R$ 2,5 bi do orçamento para reajustes salariais

    Em ofício, o ministro da Economia diz que o montante será usado “tendo em vista a decisão do Presidente da República quanto à reestruturação de determinadas carreiras do Poder Executivo Federal"

    Larissa Rodriguesda CNN*

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    O Ministério da Economia enviou um ofício para o relator do Orçamento de 2022, o deputado Hugo Leal (PSD-RJ), e à presidente da Comissão Mista de Orçamento, senadora Rose de Freitas (MDB-ES), pedindo que R$ 2,5 bilhões do orçamento do governo de 2022 sejam reservados para serem usados com a reestruturação da carreira de servidores públicos. O parlamentar poderá acatar ou rejeitar a reivindicação do governo.

    No documento, o ministro Paulo Guedes diz que o montante será usado “tendo em vista a decisão do Presidente da República quanto à reestruturação de determinadas carreiras do Poder Executivo Federal”. O documento não informa que categorias serão atendidas A pasta também pediu autorização para emitir R$ 355 milhões em títulos públicos no próximo ano para viabilizar os aumentos salariais.

    A pasta ressalta que o acréscimo nas despesas primárias deve estar compatível com a meta fiscal para o ano e o limite estabelecido pela regra do teto de gastos.

    Na quarta-feira (15), o ministro da Economia, Paulo Guedes, já havia indicado que atenderia ao pedido de Bolsonaro para beneficiar carreiras específicas. “Tem que ser específico e limitado”, disse.  O presidente Jair Bolsonaro tinha prometido aumentos salariais para policiais federais, policiais rodoviários federais e agentes penitenciários.

    Na mesma ocasião, o ministro se posicionou contra a concessão de aumentos generalizados, outra promessa feita anteriormente pelo presidente.

    “Se começar todo mundo a pedir reajuste de salário de novo, todos os municípios, que melhoraram condições, todos os Estados e a União, que conseguiram se reequilibrar fiscalmente, todo mundo que se levantou vai começar a cair de novo, e aí vamos sustentar uma inflação”, afirmou Guedes.

    *Com Reuters e Agência Brasil

     

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