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    Inflação anual nos EUA chega a 8,5% e é a maior em 41 anos

    Preços subiram 1,2% em março ante fevereiro, segundo o Departamento do Trabalho

    Alta fortalece as expectativas de que o Fed aumentará as taxas de juros nos próximos meses
    Alta fortalece as expectativas de que o Fed aumentará as taxas de juros nos próximos meses 02/08/2011REUTERS/Yuriko Nakao

    Estadão Conteúdo

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    A inflação nos Estados Unidos disparou no ano passado, com a elevação de custos de alimentação, gasolina e moradia, entre outros itens. Os preços subiram 1,2% em março ante fevereiro, segundo o Departamento do Trabalho.

    Na comparação anual, a inflação saltou 8,5% em março, maior índice desde dezembro de 1981.

    Os preços foram impulsionados por problemas na oferta de suprimentos, demanda robusta e interrupções nos mercados globais de alimentos e energia, agravados pela guerra na Ucrânia.

    A alta fortalece as expectativas de que o Federal Reserve (Fed, banco central americano) aumentará as taxas de juros nos próximos meses.

    Mesmo antes de a guerra acelerar os aumentos, gastos maiores do consumidor, aumentos salariais e escassez de oferta levaram a inflação dos EUA ao seu nível mais alto em 41 anos.

    Economistas apontam que, à medida que a economia emergiu da pandemia, os consumidores ampliaram seus gastos.

    O resultado é que a inflação, que a princípio refletia principalmente escassez de bens (carros, móveis, eletrônicos, etc.), vem surgindo também em serviços, como viagens, assistência médica e entretenimento.

    O aumento das taxas do Fed deve tornar os empréstimos mais caros. As taxas de hipoteca, em particular, embora não diretamente influenciadas pelo Fed, dispararam nas últimas semanas, tornando a compra da casa mais cara.

    Muitos economistas dizem que o Fed demorou para começar a aumentar as taxas e pode acabar agindo de forma tão agressiva a ponto de desencadear uma recessão. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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