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    Vendas e lançamentos de imóveis residenciais batem recorde em 2021, aponta Abrainc

    Número de lançamentos foi 27% maior em relação ao registrado no ano anterior, totalizando 153.726 novas unidades; vendas subiram 4%

    Prédios residenciais: levantamento considera 18 incorporadoras e abrange o período de janeiro a dezembro de 2021
    Prédios residenciais: levantamento considera 18 incorporadoras e abrange o período de janeiro a dezembro de 2021 Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília

    Do CNN Brasil Business*

    São Paulo

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    Os lançamentos e as vendas de imóveis residenciais bateram recorde em 2021, mostra indicador da Abrainc (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias), feito em parceria com a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas). O levantamento começou a ser feito em 2014.

    O número de lançamentos cresceu 27% em relação ao ano anterior, totalizando 153.726 novas unidades. Já as vendas cresceram 4%, para 143.576 unidades. A associação também calcula o resultado das vendas líquidas, ou seja, sem os distratos. Por esse ângulo, o aumento foi de 4,5% em 2021, para 126,7 mil imóveis comercializados.

    O levantamento considera 18 incorporadoras associadas à entidade e abrange o período de janeiro a dezembro de 2021.

    Das unidades lançadas, 57,9% se enquadravam no Programa Casa Verde Amarela. Se considerado o volume comercializado, essa porcentagem vai a 80,2% —patamar que se manteve estável de um ano para outro, segundo a associação.

    No segmento residencial de médio e alto padrão (MAP), os lançamentos totalizaram 64.505 unidades, um crescimento de 226% ante 2020, diz a Abrainc. Nesse segmento, as vendas incluíram 27.937 imóveis, alta de 21%.

    O setor de médio e alto padrão foi o que puxou o resultado de 2021, segundo a associação. “Isso se explica pelo fato desse segmento ter sido o mais afetado pela pandemia, em 2020, e também porque, no decorrer de 2021, tivemos a concessão de um volume recorde de crédito imobiliário”, diz Luiz França, presidente da Abrainc.

    França ressalta que o segmento Casa Verde Amarela teve um desempenho um pouco inferior, sendo que foi mais afetado pela pressão dos custos no segundo semestre e pela queda na renda das famílias de baixa renda.

    Segundo a associação, os números registrados pelo setor em 2021 sinalizam também o bom desempenho das incorporadoras.

    “No geral, os empreendedores estão otimistas com as perspectivas para 2022, mas atentos ao cenário econômico atual”, diz França. “É um dos setores protagonistas no processo de recuperação econômica brasileira, mantendo-se resiliente”.

    Ele ressalta que os empresários seguem confiantes com o setor e esperaram em 2022 um desempenho semelhante ao de 2021.

    Ele destaca que o setor é responsável por cerca de 9% das vagas de trabalho geradas no Brasil.

    França ressalta ainda uma baixa relação entre distratos e vendas de unidades. “No fim de 2018, quando foi publicada a Lei nº 13.786/18 (Lei do distrato imobiliário), que estabeleceu parâmetros para a resolução de contrato de compra e venda de imóveis por desistência e por inadimplemento das partes, a relação distratos/vendas entre os imóveis de Médio e Alto Padrão era próxima dos 50%. Já no último ano, essa relação foi de 11%, percentual menor do que os 15% apurados em 2020”.

    *Publicado por Ligia Tuon

     

     

     

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