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    Após conversa entre Kassab e Leite, PSD espera filiar governador na semana que vem

    Governador desembarca em Brasília para última conversa com tucanos, que tentam demovê-lo

    Cenário ideal para integrantes da cúpula do PSD seria uma chapa formada por Leite e pela senadora Simone Tebet (MDB)
    Cenário ideal para integrantes da cúpula do PSD seria uma chapa formada por Leite e pela senadora Simone Tebet (MDB) Maicon Hinrichsen / Palácio Piratini

    Thais ArbexIuri PittaLarissa Rodriguesda CNN

    Em Brasília e em São Paulo

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    O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, se reuniu na manhã desta terça-feira (15), em São Paulo, com o presidente do PSD, Gilberto Kassab. À CNN, integrantes da cúpula do partido disseram que a conversa serviu para avançar mais uma casa no ingresso de Leite à sigla e que a expectativa é concretizar a filiação na semana que vem.

    Segundo relatos à CNN, Kassab e Leite saíram do encontro entusiasmados, mas os dois combinaram que o anúncio da data da filiação será feito pelo próprio governador.

    Após o encontro com Kassab, Leite desembarcou nesta tarde em Brasília para conversar com tucanos que o apoiaram na disputa interna do PSDB. A expectativa é que o encontro reúna ex-presidentes da sigla como Aécio Neves, Tasso Jereissati, José Aníbal e Pimenta da Veiga. O grupo ainda trabalha para demover o governador do RS de deixar o partido que o forjou —Leite iniciou sua carreira política no PSDB, aos 16 anos.

    À CNN, Leite afirmou que ainda não há decisão, mas confirmou que vai falar com colegas do partido. “Conversa para fazermos reflexão conjunta. Sem decisão ainda”, disse o governador gaúcho.

    O presidente nacional do PSDB, Bruno Araújo, também deve conversar pessoalmente com o governador. “Todos no partido estão dedicados a isso (manter Leite no PSDB)”, disse o dirigente.

    Um dos principais argumentos dos tucanos é o de que o PSD, hoje, está dividido entre os que apoiam a reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL) e os que defendem uma aliança com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os integrantes do PSDB preveem que, diante desse cenário, Leite terá muita dificuldade de conquistar apoio interno para ser, de fato, o candidato do PSD ao Palácio do Planalto. Caso decida concorrer à presidência, Leite teria de renunciar ao Governo do Rio Grande do Sul até o dia 2 de abril.

    Tucanos que estarão com Leite na tarde desta terça em Brasília disseram à CNN que, no cenário mais amplo, o governador precisa olhar com bastante pragmatismo para o atual quadro eleitoral —em que a terceira via segue sem viabilidade. Dentro desse grupo do PSDB, a avaliação é a de que os pré-candidatos que tentam fugir da polarização não caminharão juntos. Leite, portanto, seria apenas mais um.

    Num movimento contrário, o PSD acredita que, a partir da filiação, há espaço para buscar conversas com alguns nomes da chamada terceira via. O cenário ideal para integrantes da cúpula do partido seria uma chapa formada por Leite e pela senadora Simone Tebet (MDB). Em conversas privadas, no entanto, Kassab admite que a resistência da chamada velha guarda do MDB é um empecilho para uma possível aliança.

    Hoje, o grupo que reúne nomes como o do ex-presidente José Sarney, do senador Renan Calheiros e do ex-senador Romero Jucá trabalha para apoiar a candidatura de Lula.

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