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    Centrão pressiona para que Milton Ribeiro se afaste do cargo antes de audiência no Senado

    Após as suspeitas de favorecimento a pastores, ministro da Educação confirmou presença em audiência pública na Comissão de Educação da Casa nesta quinta-feira (31)

    Milton Ribeiro, ministro da Educação (MEC)
    Milton Ribeiro, ministro da Educação (MEC) Catarina Chaves/MEC

    Larissa Rodriguesda CNN

    em Brasília

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    Senadores da base aliada do governo federal pressionam para que o ministro da Educação, Milton Ribeiro, deixe o cargo antes desta quinta-feira (31), data em que está marcada uma audiência pública na Comissão de Educação da Casa.

    Parlamentares relataram à CNN que Ribeiro terá de comparecer já que, apesar de não se tratar de uma convocação, o ministro se comprometeu até mesmo com um ofício a falar com os senadores. No entanto, para os parlamentares, se ainda estiver no cargo, Milton Ribeiro será “bombardeado” pela oposição.

    Inicialmente, de acordo com a bancada governista, a expectativa era que o assunto teria esfriado até a quinta, mas, com novas denúncias nesta segunda (28), o assunto voltou à tona e não há mais clima para que Ribeiro fique no cargo e vá ao Senado enquanto ministro de Estado.

    Por isso, parlamentares têm ligado para ministros mais próximos do presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), pedindo para que Ribeiro seja retirado do cargo.

    A pressão por parte do Congresso Nacional passa ainda pela bancada evangélica que voltou a subir o tom após o jornal o Estado de S. Paulo mostrar que exemplares de uma edição da bíblia com fotografias do ministro da Educação, Milton Ribeiro, e dos pastores Gilmar Santos e Arilton Moura foram distribuídos, na tarde de 3 de julho do ano passado, em um evento organizado pelo MEC em Salinópolis (PA).

    Nas redes sociais, Milton Ribeiro novamente afirma ter agido “de forma tempestiva para evitar o uso indevido” de sua imagem quando soube da distribuição das bíblias.

    No momento, a expectativa é que o ministro peça uma licença do cargo e que a pasta seja assumida pelo secretário-executivo da pasta, Victor Godoy Veiga, auditor de careira da Controladoria-Geral da União (CGU). O objetivo é evitar que o posto seja assumido por um nome indicado pelo bloco do Centrão.

    Em áudios obtidos pelo jornal “Folha de S.Paulo”, Ribeiro afirma que recebeu um pedido do presidente para que a liberação de verbas da pasta fosse direcionada para prefeituras específicas a partir da negociação feita por dois pastores evangélicos que não possuem cargos no governo federal.

    Na gravação, Ribeiro diz que se trata de “um pedido especial do presidente da República”. Em entrevista à CNN, o ministro afastou a participação do presidente.

    Procurados pela CNN, o ministro não atendeu ao pedido da reportagem e o Palácio do Planalto ainda não se manifestou.

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